CURSO DE BÍBLIA PARA INICIANTES

AULA 25 - CARTA AOS GÁLATAS.

QUEM ESCREVEU ?

O autor é Paulo, mas, como já visto na AULA 23, a maioria da cartas de Paulo eram ditadas, e às vezes para confirmar
a autenticidade das mesmas, o apóstolo acrescentava saudações e assinatura de próprio punho em letras grandes
(que era uma forma de sublinhar).

QUANDO ESCREVEU ?

A carta foi escrita entre os anos de 54 e 57 dC.

PARA QUEM E ONDE FOI ESCRITO ?

Foi escrita durante o cativeiro de Paulo em Éfeso para a comunidade da Galácia.

Alfred Lappe:

"Paulo escreveu esta epístola provavelmente entre os anos de 54/57 dC., em Éfeso (At 19,8; 19,22; 20,31)
tendo-a enviado a várias comunidades cristãs da Galácia (no interior da Ásia Menor ) provavelmente situadas
na Galácia setentrional (Gl 1,2; 3,1).”

( Bíblia: Interpretação Atualizada e Catequese V.03 - Alfred Lappe - Editora Paulinas -1980 – Pág.190)

QUEM ERAM OS GÁLATAS?

No século III a.C. houve uma grande migração de gauleses para o oriente, passando pela Grécia e chegando até
Ásia Menor, onde, após confrontos com os reis de Pérgamo, foram repelidos e dirigiram-se para a zona central
da Capadócia, na qual se estabeleceram formando uma região que passou a se chamar Galácia, e portanto,
seus habitantes, originalmente celtas oriundos da Gália(gauleses) passaram a se chamar “gálatas” nome também
dado à língua que falavam.
(fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A1latas )


(Fonte: https://pt.wikipedia.org)

PORQUE MOTIVO PAULO ESCREVEU ESTA CARTA?

Paulo estava preso em Éfeso quando escreveu esta carta, e foi motivada pelas más notícias de que judeus-cristãos
estavam pregando aos gálatas, dizendo que antes de serem cristãos precisavam se tornar judeus, se fazerem
circuncidar e seguirem a leis de Moisés. Este grupo também questionava a autoridade de apóstolo de Paulo,
dizendo não estar ele à altura dos doze apóstolos da comunidade de Jerusalém.

Esta é única carta de Paulo onde ele não dá graças a Deus pela fé da comunidade, pelo contrário, Paulo está
indignado com a falta de fé dos Gálatas.

Esta é uma carta carregada de emoções, onde Paulo, limitado pelo cativeiro em Éfeso, tem de defender seu
apostolado e a superioridade da fé sobre a lei.

Por mais antigo que seja o tema, ainda hoje, nos deparamos com pessoas que procuram por regras que, falsamente,
justifiquem suas condutas no tocante à doutrina da salvação (soteriologia).
É a busca do caminho fácil e largo da lei, que é contrário à verdadeira liberdade cristã.
A verdadeira liberdade cristã que se realiza simplesmente na salvação pela fé em Jesus Cristo.

Alfred Lappe:

"O significado fundamental da Epístola aos Gálatas está no fato de que ela é o primeiro inflamado manifesto
da liberdade que o apóstolo põe diante dos olhos dos cristãos que se faziam circuncidar.”

( Bíblia: Interpretação Atualizada e Catequese V.03 - Alfred Lappe - Editora Paulinas -1980 – Pág.193)

ESTRUTURA DA EPÍSTOLA

1,1-1,5
Saudação.
1,6-1,10
Paulo censura os gálatas por tão depressa e facilmente
abandonarem o verdadeiro evangelho.
1,11-2,21
Paulo justifica o seu ministério de apóstolo
e o seu evangelho.
3,1-5,12
É a fé que opera a salvação e não a Lei.
5,13-6,10
O que é a liberdade cristã.
6,11-6,18
Conclusão e assinatura de próprio punho.

COMO FOI DIVIDIDA

Saudação (1,1- 1,5).

Paulo lembra aos gálatas que seu apostolado não vem da parte “dos homens”, mas em nome e da parte de Jesus
Cristo. Lembra que Jesus Cristo se entregou a si mesmo para livrar a todos do mal e que isso se deu por vontade
de Deus Pai.
É uma introdução dura e sem elogios aos Gálatas que estão se deixando levar por falsas doutrinas dos judeus-
cristãos.

Resumo: Paulo defende seu apostolado e lembra o valor salvífico do sacrificio de Jesus.

Paulo censura os gálatas (1,6-1,10).

Paulo chama a atenção dos Gálatas:

4

“Admiro-me que tão depressa abandoneis aquele que vos chamou pela graça de Cristo, e passeis
a outro evangelho.” (1,6).

Censura-os por se afastarem da liberdade de Cristo e procurarem regras e leis que não trazem a salvação,
que sejam malditos aqueles que pregam um evangelho diferente do que ele, Paulo, pregou entre eles.
Lembra-os de que ele, Paulo, não buscou o favor ou agradar aos homens mas sim a Deus.

Resumo: Paulo censura duramente os Gálatas.

Paulo justifica seu ministério de apóstolo dos gentios ( 1,11-2,14).

Paulo lembra que o evangelho que ele prega não veio da parte dos homens, mas, antes, lhe foi revelado pelo
próprio Jesus Cristo. Relembra aos gálatas que ele, Paulo, era um perseguidor da Igreja e que se destacava no
Judaísmo mais do que seus compatriotas. Mas quando recebeu a revelação de Cristo na estrada de Damasco,
de que seria o evangelizador dos gentios, não consultou homem algum, nem foi a Jerusalém imediatamente.
Só depois de três anos foi a Jerusalém onde se encontrou com Pedro e Tiago, irmão do Senhor.

“Isto vos escrevo e vos asseguro diante de Deus que não minto....De modo que, pessoalmente, eu era
um desconhecido às Igrejas da Judéia que estão em Cristo. Apenas ouviam dizer: quem outrora nos perseguia,
agora evangeliza a fé que antes devastava, e por minha causa glorificavam a Deus.” (1,20-24).

“E os apóstolos de Jerusalém concordaram com a pregação de Paulo. Nada acrescentaram e, assim, Pedro pregaria
aos circuncisos e Paulo aos gentios.
Paulo, mostrando ter a mesma condição de apóstolo que os Doze, narra o episódio em que ele chama a atenção
de Pedro e o censura por agir com hipocrisia em Antioquia.
Tudo aconteceu porque Pedro, ao chegar em Antioquia, para conhecer o trabalho de Paulo, comia, bebia
e se relacionava com os judeus-gentios sem qualquer preconceito ou preocupação com a lei mosaica que
determinava que um judeu não pode entrar na casa ou comer com gentios sob pena de se tornar impuro.
Mas, quando chegaram alguns judeus-cristãos de Jerusalém, Pedro mudou a sua forma de proceder se afastando
dos gentios para não causar escândalo.

“Mas quando Cefas veio a Antioquia, eu o enfrentei abertamente, porque ele se tinha tornado digno de
censura. Com efeito, antes de chegarem alguns vindos da parte de Tiago, ele comia com os gentios, mas
quando chegaram, ele se subtraia e andava retraído, com medo dos circuncisos. Os outros judeus
começaram também a fingir junto com ele a tal ponto que até Barnabé se deixou levar pela sua hipocrisia.
Mas quando vi que não andavam retamente segundo a verdade do evangelho, eu disse a Pedro diante de
todos: se tu, sendo judeu, vives à maneira dos gentios e não dos judeus, por que forças os gentios a
viverem como judeus?.” (2,11-14).

Resumo: Paulo defende sua condição de apóstolo tanto quanto o são os Doze.
Destaca que sua escolha se deu por Jesus Cristo na estrada de Damasco.
Pedro, representando a comunidade de Jerusalém, pregaria para os judeus e Paulo pregaria para os gentios.
Paulo censura a atitude de Pedro em Antioquia.

A justificação pela fé ( 2,15-2,21).

Tema caro a Paulo, a justificação pela fé em Jesus Cristo crucificado é tema central em toda teologia paulina.
Paulo faz questão de deixar claro que a lei não justifica ninguém, mas é só a fé em Jesus Cristo que, pela graça
de Deus, é capaz de salvar a todos:

“O homem não se justifica pelas obras da lei mas pela fé em Jesus Cristo, nós também cremos em Cristo
Jesus para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei
ninguém será justificado.” (2,15-16).

“De fato, pela Lei eu morri para a lei, a fim de viver para Deus.” (2,19).

O cristão é crucificado com Jesus. E crucificado com Jesus o cristão está morto com ele e morto para a lei mosaica.
Pronto para viver a liberdade cristã na qual a salvação não se dá pelas obras mas tão somente pela fé em Jesus Cristo.

“Fui crucificado junto com Cristo. Eu vivo, mas já não sou que vivo, pois é Cristo que vive em mim.” (2,19-20).

“Não invalido a graça de Deus voltando para a lei; porque se é pela Lei que vem a justiça, então Cristo
morreu em vão.” (2,21).

Paulo adverte os gálatas ( 3,1-3,29).

Paulo chama a atenção dos gálatas que dão atenção para os judeus-cristãos que tentam convencê-los de que
é preciso seguir a lei de Moisés, antes de ser cristão. Paulo os questiona se receberam o Espírito Santo por
seguirem a Lei ou pela fé em Jesus Cristo. Se os milagres operados entre eles são fruto da Lei ou da fé.

“Ó gálatas insensatos, quem vos fascinou, a vós ante cujos olhos foi desenhada a imagem de Jesus Cristo
crucificado?
Só isto quero saber de vós: foi pelas obras da Lei que recebestes o Espírito, ou pela adesão à fé?
Sois tão insensatos que, tendo começado com o espírito, agora acabais na carne?
Foi em vão que experimentastes tão grandes coisas? Se de fato foi em vão!
Aquele que vos concede o Espírito e opera milagres entre vós o faz pelas obras da Lei ou pela adesão
à fé?.” (3,1-5).

Começando por Abraão, Paulo explica que a salvação vem pela fé e não pela Lei. Que Abraão foi levado em
conta por Deus porque acreditou e não por qualquer obra que Abraão tivesse feito.

“Prevendo que Deus justificaria os gentios pela fé, a Escritura preanunciou a Abraão esta boa nova:
Em ti serão abençoadas todas as gentes.” (3,8).

Pela Lei ninguém é justificado, explica Paulo:

“E que pela Lei ninguém se justifica diante de Deus, é evidente, pois o justo viverá pela fé.” (3,11).

Biblia de Jerusalém:

“A Lei, com efeito, supõe uma prática e uma prática total que ela, por si mesma, não é capaz de assegurar. ”

( Biblia de Jerusalém- NT –Comentário a Gálatas 3,12 - Editora Paulus - 2014 )

Trocando em miúdos, ainda hoje existem cristãos que procuram por uma série de regras e mandamentos
a seguir, como se estes pudessem lhe trazer a salvação. Qualquer obra, por melhor que seja não trará
a salvação a ninguém. Só a fé em Jesus Cristo.
É claro que um cristão consciente praticará boas obras, é natural um cristão fazer o bem, assim como se
espera que uma boa árvore dê bons frutos. Mas a salvação deste cristão não se dará pela suas obras mas
tão somente porque ele crê em Jesus Cristo e é pela fé em Jesus Cristo que ele pratica suas obras.
A vida do cristão imita a de Jesus Cristo

Paulo destaca que a Lei vinda muito tempo depois da promessa à Abraão não pode invalidar a promessa.

Porque então a Lei?

A promessa veio pela fé de Abraão enquanto a Lei veio para desmascarar o pecado e encaminhar as conciências
na direção da fé.

“Se tivesse sido dada uma lei capaz de comunicar a vida, então sim, realmente, a justiça viria da Lei.
Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa pela fé em Jesus Cristo
fosse concedida aos que crêem.” (3,21-22).

Assim a mesma promessa de Abraão é concedida aos que crêem em Jesus Cristo e que pertencem a Ele.

Paulo compara a Lei com um professor cujo trabalho termina com a revelação da fé.
Mas, uma vez chegada a fé, não precisamos mais de professor, somos todos filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo.

“Chegada, porém, a fé, não estamos mais sob o professor; vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo,
pois todos vós que fostes batizados em Cristo, vos vestistes de Cristo.
Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; pois todos vós sois um só em
Cristo Jesus. E se vós sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.”
(3,25-29).

Paulo continua a alertar os gálatas lembrando-os que antes de Cristo, eles, não conhecendo a Deus, adoravam
falsos deuses. Eram como escravos neste mundo, sujeitos aos elementos do mundo. Mas com a chegada de Jesus
Cristo já não são escravos. São filhos da promessa:

“Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido
sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial.” (4,4-5).

Paulo contrapõe a escravidão da Lei à liberdade dos filhos da graça, os filhos de Deus.

“E porque sois filhos, enviou Deus em nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai!
De modo que já não és escravo, mas filho. E se és filho, és também herdeiro, graças a Deus.” (4,6-7).

Paulo lamenta que os gálatas estejam se deixando levar de volta para a escravidão ao seguirem regras que
ninguém consegue cumprir.

“...como é possível voltardes novamente a estes fracos e miseráveis elementos aos quais vos quereis escravizar
outra vez? .... Receio ter-me afadigado em vão por vós.” (4,9-10).

Paulo insiste com os gálatas para que eles sejam seus imitadores e não se deixem levar por aqueles que
querem colocá-los sob o jugo da Lei.

“Não é para o bem que eles vos cortejam. O que querem é separar-vos de mim...meus filhos, por quem sofro
de novo as dores do parto, até que Cristo seja formado em vós.” (4,16-19).

Paulo faz ainda uma comparação sobre os dois filhos de Abraão, Isaac e Ismael. Isaac o filho da promessa e
Ismael o filho da serva. Alerta aos gálatas que os que estão sob a Lei são os filhos da serva e os que estão em
Cristo e na liberdade cristã sãos os filhos da livre.

“Ora, vós, irmãos, como Isaac, sois filhos da promessa...portanto, irmãos, não somos filhos da serva, mas
da livre.” (4,28-31).

A partir do sacrifício de Jesus Cristo e a consequente remissão de todos os pecados somos livres em Cristo,
para viver na fé, na esperança e na caridade. Não são nossas obras que nos salvam mas somente a graça de
Deus. A fé no redentor, Jesus Cristo. Porém, como já afirmado acima, é natural que os verdadeiros cristãos
façam boas obras todo o tempo, não porque vivam se preocupando com a própria salvação, mas porque é da
sua natureza.

A Liberdade Cristã ( 5,1- 6,10).

“É para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei firmes portanto, e não vos deixeis prender de novo
ao jugo da escravidão. Atenção! Eu, Paulo, vos digo: se vos fizerdes circuncidar, Cristo de nada vos servirá.”
(5,1-2).

Paulo diz de forma bem clara que: o que os judeus-cristãos, que confundem as cabeças dos gálatas, querem é
continuar vivendo sob o jugo dos inúmeros mandamentos e regras do judaísmo. Não entenderam a Boa Nova da
liberdade cristã.

Quem se faz circuncidar está buscando a justiça na Lei, Está fora da graça.

Ser circuncidado ou não, não importa. O que importa é a fé agindo através da caridade.Paulo avisa que aqueles
que confundem os gálatas sofrerão a condenação. E já que exaltam tanto a circuncisão que cortem fora logo o
seu membro.

Biblia de Jerusalém:

“Possível alusão à castração ritual praticada no culto a Cibele. Sarcasmo análogo em Fl 3,2. ”

( Biblia de Jerusalém- NT –Comentário a Gálatas 5,12 - Editora Paulus - 2014 )

Paulo incentiva a todos a viverem a liberdade cristã, vivendo na caridade, servindo uns aos outros.

“Pois toda a Lei está contida numa só palavra: Amarás a teu próximo como a ti mesmo.”
(5,14).

Que vivam pelo Espírito que deve pautar todas as suas condutas.

Friedrich Wilhelm Maier:

"A Epístola aos Gálatas, que delineia com singular clareza a interioridade, a liberdade e a imediatez
da comunhão cristã com Deus, tornou-se a “magna charta” do cristianismo como nova religião universal
autônoma.”

( Bíblia: Interpretação Atualizada e Catequese V.03 - Alfred Lappe - Editora Paulinas -1980 – Pág.193)

Caso alguém falhar e for apanhado em falta deve ser corrigido calmamente, com mansidão.
Que todos carreguem os fardos uns dos outros.
Aquele que é instruído na fé, cuide daquele que o instrui.
Cada um colherá o que plantou.

“O que o homem semear, isso colherá: quem semear na sua carne, da carne colherá corrupção;
quem semear no espirito, do espírito colherá a vida eterna.” (6,7-8).

Paulo exalta a todos a praticarem o bem, principalmente com os irmãos de fé.

Conclusão ( 6,11-18).

Como no final da carta aos tessalonicenses, aqui também Paulo assina de próprio punho:

“Vede com que letras grandes eu vois escrevo, de próprio punho.” (6,11).

Biblia de Jerusalém:

“Segundo o costume, Paulo acrescenta algumas palavras escritas de próprio punho.
Escrever em letras grandes era uma maneira de sublinhar. ”

( Biblia de Jerusalém- NT –Comentário a Gálatas 6,11 - Editora Paulus - 2014 )

Paulo segue lembrando aos gálatas que os que se fazem circuncidar somente fazem isto para fugir às
perseguições por causa da cruz de Cristo. Que enquanto estes se “gloriam na carne”, ele, Paulo, só se gloria
na cruz do Senhor Jesus Cristo, na qual o mundo está crucificado para ele e ele para o mundo.
Assim devem agir os gálatas também. Depois disso Paulo se despede de todos:

“Irmãos, que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vosso espírito! Amém.” (6,18).

TEOLOGIA DA CARTA AOS GÁLATAS.

O tema teológico da Carta aos Gálatas é pura doutrina paulina. Tema caro a Paulo que vai aparecer várias
vezes em outras cartas.

É a superioridade da fé sobre a Lei e a graça resultante do sacrifício de Jesus.

Paulo afirma que a salvação não se dá pela realização de obras, mesmo as obras da Lei, mas tão somente pela
fé em Jesus Cristo.

E este Jesus é o Cristo crucificado, que morre pelo pecados de todos. Sacrifício perfeito do cordeiro imaculado
e porisso de valor infinito.

Assim, Paulo defende que a salvação se dá pela graça que nos é oferecida sem que a mereçamos. E que a fé
em Jesus Cristo, nos torna a todos um só em Cristo e filhos da mesma promessa feita a Abraão.
Herdeiros do céu e filhos de Deus, como e em Cristo.

Bibliografia:

- Biblia de Jerusalém – NT – Edições Paulinas - 2014

- Biblia do Peregrino – NT – Editora Paulus - 2005

- Alfred Lappe – Interpretação Atualizada e Catequese V.03 – N.T. – Paulinas -1980

- https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A1latas

- https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A1latas#/media/Ficheiro:Provinciaromana-Galacia-pt.svg

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