CURSO DE INICIAÇÃO TEOLÓGICA
“DOM JOSÉ MAURO PEREIRA BASTOS”
Setor Guaxupé





DISCIPLINA DE TEOLOGIA PASTORAL



O QUE É PASTORAL?



Ver At 10.38
Pastoral diz respeito ao modo de agir e de relacionar da Igreja com o mundo. Atualmente, a Igreja enfrenta o desafio de repensar sua ação pastoral a partir das exigências e apelos da pós-modernidade.
O significado da palavra está ligada à imagem do “Bom Pastor”. (Jo 10, 1-21). “Pastor” é uma figura da Palestina e da história do Povo de Israel. Antes da posse da Palestina, os pastores viviam seminômades, marginalizados da sociedade. Este homem destemido tornou-se símbolo para as autoridades que conduzem seu povo para a libertação. O povo de Israel herdou dos povos vizinhos do Egito e da Mesopotâmia o costume de chamar a Deus de Pastor. Em geral, essa tarefa era exercida pelos membros da família (cf Ex 2,16). Esperava-se do pastor honestidade, paciência, lealdade e empenho para conduzir e defender seu rebanho. Os pastores mercenários decepcionavam seus empregadores.
O salmo 23 (22) apresenta a realidade de Deus como Pastor de seu povo.

Jesus, Bom Pastor
A relação entre Deus e o pastor estabelecida no Primeiro Testamento atinge sua plenitude em Jesus de Nazaré. Ele é “o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas” (Jo 10,11).
Conhecedor da realidade do seu tempo, Jesus sabia que entre o pastor e suas ovelhas existe uma relação pessoal e íntima: elas conhecem a sua voz e ele se preocupa com cada uma delas. Elas conhecem o seu “hálito”, seu bafejar.

O sentido de "Pastor" como suporte para a "Pastoral"
Na Bíblia a palavra Pastor ocorre 105 vezes: 85 no AT e 20 no NT. Nos livros dos Profetas aparece cerca de 60 vezes, em tom de denúncia e de lamentação.





Igreja e Pastoral
Pastoral é toda a ação que muda o modo de pensar, de ver e de agir de quem a exerce e de quem está sendo pastoreado pelo anúncio da Palavra do Reino de Deus. É pautar as ações a exemplo do Bom Pastor, que dá a sua vida pelas ovelhas, no amor, no serviço, com justiça e liberdade para todos.
É continuar a missão de Jesus anunciando o Reino de Deus. Fazer “Pastoral” é fazer o que Jesus fez.
Fonte e paradigma de toda atividade pastoral, Jesus, o Bom Pastor, é luz para ver a realidade, critério para julgá-la e norma para agir como discípulo missionário.
A Pastoral da Igreja tem como objetivo prolongar e atualizar o ministério de Jesus no aqui e agora do acontecer histórico.
Quando nos referimos à Igreja como Povo de Deus, afirmamos que a ação pastoral não é exclusiva da hierarquia, mas de todos os membros da comunidade, cada qual a partir de seus carismas e vocação específica.

Pastoral e evangelização

Evangelização Pastoral
É o anúncio da Boa Nova do Reino É a atualização da prática evangelizadora
É o compromisso que deve ser realizado, o quê É o modo de realizar a tarefa, o como
É a essência do ser cristão, ser da Igreja É a ação da Igreja no mundo de hoje

Pastoral é a forma como a Igreja conduz o Povo de Deus. É o modo como relaciona os valores do Evangelho com as situações concretas e leva as pessoas a serem discípulas e missionárias na vida cotidiana.

Características da Pastoral da Igreja
  • Diaconal: doação da pessoa do agente, serviço à vida;

  • Encarnada: emprega uma linguagem inculturada;

  • Libertadora: preocupa com tudo que escraviza e ofusca a dignidade humana;

  • Profética: anunciadora da Boa Nova e denunciadora do que se opõe ao Evangelho;

  • Reinocêntrica: seu objetivo é a construção do Reino de Deus;

  • Testemunhal: pela experiência de fé é fiel a Deus e aos irmãos;

  • Transformadora: luta contra estruturas de injustiça e contribui para o crescimento da humanidade;

  • Sapiencial: autoridade que nasce da coerência de vida e da sabedoria de Deus;

  • Universal: orientada para todos e tendo especial cuidado para com os pobres.


  • AÇÃO PASTORAL
    Segundo o Concílio Vaticano II, na constituição pastoral Gaudium et Spes, “pastoral” consiste em se debruçar sobre as aspirações e as angústias dos homens para lhes propor, a partir delas, a mensagem cristã. Pastoral não se limita a ação dos pastores, mas a ação de toda a comunidade, de toda a Igreja.
    Num sentido amplo, Pastoral é toda a ação da Igreja e sua missão neste mundo. A Igreja não existe para si mesma, mas em função da sua missão de anunciar Jesus Cristo e fazer acontecer o Reino de Deus.
    O Diretório Geral para a Catequese (DGC) de 1997, diz que a missão evangelizadora da Igreja se realiza em três etapas:
    A. Ação Missionária: faz o primeiro anúncio de Jesus Cristo (querigma) a povos ou pessoas que não o conhecem, ou que, tendo já conhecido, hoje vivem afastados do Evangelho (é a chamada nova evangelização); é a atividade que leva as pessoas a uma adesão e conversão a Jesus Cristo.
    B. Ação Catequética: educa e aprofunda a fé dos que já aderiram Jesus Cristo e querem ingressar na comunidade, através de uma iniciação completa, ou necessitam estruturar melhor sua conversão; é o momento do aprofundamento e ampliação da experiência da fé, seus elementos e suas exigências.
    C. Ação Pastoral: para as pessoas que, tendo sido iniciadas na fé pela catequese, já são cristãos adultos, mas necessitam continuar alimentando a própria fé, crescendo sempre mais e transformando a fé em obras, em serviço aos irmãos e à comunidade (cf. DGC.49). Neste sentido, pastoral é tudo aquilo que a Igreja realiza e que é distinto de evangelização e catequese.

    A ação pastoral envolve, entre outras coisas, o serviço aos necessitados, o diálogo com o mundo, a denúncia profética, a dimensão celebrativa, a participação na comunidade, o estudo da fé e a espiritualidade.

    Os movimentos
    Ainda não há uma definição precisa, uma conceituação jurídica do que seja um movimento na Igreja e isso dificulta uma classificação e uma melhor análise. Os movimentos são diferentes pela sua origem, seu carisma e evolução, mas geralmente se formam ao redor da pessoa de um líder; possuem algumas ideias-forças ou um espírito comum e a adesão ao movimento é vital.
    No Brasil podemos enumerar os assim chamados "movimentos de espiritualidade": Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC), Equipes de Nossa Senhora (ENS), Comunhão e Libertação (CL), Renovação Carismática Católica (RCC), Encontro de Casais com Cristo (ECC), Focolares, Schoenstatt, Neo-catecumenato e outros. As principais características desses movimentos são: constituídos e coordenados por leigos; internacionais (nascidos, na sua maioria, na Europa ou Estados Unidos, com organização própria, tendo a coordenação central fora do Brasil); urbanos e ênfase na espiritualidade.
    Os movimentos também devem estar integrados na ação pastoral da paróquia de maneira que qualquer iniciativa nesse sentido seja feita em sintonia com a caminhada paroquial. Os movimentos não podem e não devem seguir caminho próprio, como se nada lhes exigisse estar dentro de uma comunidade, que é a Igreja. Importância capital é a união com o Planejamento diocesano.

    Os ministérios
    Os Ministérios não são simples tarefas. São serviços eclesiais, que se fazem em nome e por autoridade da Igreja. Por isso, são conferidos pelo Bispo ou por quem foi por ele delegado. Quando se fala em ministérios trata-se de serviços especiais e importantes para o crescimento da comunidade.

    Entre os ministérios podemos distinguir:
    x  Os ministérios ordenados são aqueles conferidos pelo Sacramento da Ordem. É ministério confiado aos bispos, padres e diáconos.
    x  Os ministérios não-ordenados são aqueles que podem ser exercidos pelos cristãos leigos ou religiosos, desde que tenham provisão dada pelo bispo.

    Todos os ministérios partem da dignidade comum a todo cristão: o Batismo. Alguém só recebe um ministério se for batizado. Na comunidade cristã, possuímos todos a mesma dignidade, somos todos cristãos, pelo Batismo. O que nos difere são as funções e os ministérios.

    Para os ministérios, é importante observar alguns critérios:
    x  Uma escolha acertada: não basta desejar o ministério, precisa ter qualidades para isso. Melhor ainda quando a escolha parte da indicação da comunidade, que reconhece naquela pessoa as qualidades necessárias.
    x  Uma formação adequada: isso é fundamental para a comunidade e para a pessoa que irá exercer o ministério. A preparação não pode ser apenas em um encontro.
    x  Uma visão clara de Igreja: um ministério não é promoção, é serviço. É algo de Igreja. Quem o assume deve ter visão clara da Igreja hoje, com a consciência de que está servindo à Igreja.
    x  Participação da comunidade: a comunidade deve participar da indicação das pessoas para um ministério, através do CPP, sob a orientação do presbítero.
    x  Investidura eclesial: é o bispo quem dá o ministério em nome da Igreja. O ministério é um serviço da Igreja e nela é o pastor quem confia as funções eclesiais a serem exercidas em nome da Igreja.

    A IGREJA NO BRASIL

    DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL 2011-2015
    O objetivo de nossa Igreja no Brasil é:
    EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.
    "Jesus Cristo é nossa razão de ser, origem de nosso agir, motivo de nosso pensar e sentir. Não há, pois, como executar planejamentos pastorais sem antes pararmos e nos colocarmos diante de Jesus Cristo."

    Urgências da Ação Evangelizadora

    Igreja em estado permanente de missão

    "Quem se apaixona por Jesus Cristo deve igualmente transbordar Jesus Cristo, no testemunho e no anúncio explícito de Sua Pessoa e Mensagem. Todas as formas de violência e exclusão revelam o distanciamento de Jesus e do Reino. São as ameaças à vida, frutos de uma cultura de morte, que questionam os discípulos missionários a anunciarem, principalmente através do testemunho, a beleza do Reino de Deus, que é vida, paz, concórdia, reconciliação (Gl 5,22s). Neste redescobrir missionário, emerge, em primeiro lugar, o papel de cada pessoa batizada em todos os lugares e situações em que se encontrar."

    Igreja: casa da iniciação à vida cristã
    "A iniciação cristã não se esgota na preparação aos sacramentos do batismo, crisma e eucaristia. Ela se refere à adesão a Jesus Cristo. Esta adesão deve ser feita uma primeira vez, mas refeita, fortalecida e ratificada tantas vezes quantas o cotidiano exigir. Ela acontece, por exemplo, quando chegam os filhos, quando o adolescente busca a sua identidade, quando o jovem prepara suas escolhas futuras, no noivado e no matrimônio, nas experiências de dor e fragilidade. Nossas comunidades precisam ser comunidades preparadas para permitir que o encontro com Jesus Cristo se faça e se refaça permanentemente. O processo permanente de iniciação apresenta uma série de exigências para a evangelização: acolhida, diálogo, partilha, bem como uma maior familiaridade com a Palavra de Deus e a vida em comunidade."

    Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral
    "O atual momento da ação evangelizadora convida o discípulo missionário a redescobrir o contato pessoal e comunitário com a Palavra de Deus como lugar privilegiado de encontro com Jesus Cristo. Bombardeado a todo o momento por questões que lhe desafiam a fé, a ética e a esperança, o discípulo missionário precisa estar de tal modo familiarizado com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra."

    Igreja: comunidade de comunidades
    "Sem vida em comunidade, não há como efetivamente viver a proposta cristã, isto é, o Reino de Deus. A comunidade acolhe, forma e transforma, envia em missão, restaura, celebra, adverte e sustenta. Comunidade implica necessariamente convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrias e nas dores. Num mundo plural, não se pode querer um único modo de ser comunidade. De cada uma dessas comunidades, exige-se que sejam alicerçadas na Palavra de Deus, celebrem e vivam os sacramentos, manifestem seu compromisso evangelizador e missionário, principalmente com os afastados, sejam solidárias com os mais pobres. Uma Igreja com diversas formas de ser comunidade deve ser igualmente uma Igreja que testemunha a comunhão de dons, serviços e ministérios."

    Igreja a serviço da vida plena para todos
    "A missão dos discípulos é o serviço à vida plena. O discípulo missionário não se cala diante da vida sem alimentação, casa, terra, trabalho, educação, saúde, lazer, liberdade, esperança e fé. Torna-se, deste modo, alguém que sonha e se compromete com um mundo onde sejam efetivamente reconhecidos o direito a nascer, crescer, constituir família, seguir a vocação, crer e manifestar sua fé, um mundo onde o perdão seja a regra; a reconciliação, meta de todos; a tolerância e respeito, condição de felicidade; a gratuidade, vitória sobre a ambição. De modo especial ressalte-se a importância da vida no planeta, dilapidada pelo uso ganancioso e irresponsável tanto ética quanto ecologicamente, pelo uso ganancioso e irresponsável."

    A DIOCESE SEGUNDO O DOCUMENTO DE APARECIDA

    169. A Diocese, presidida pelo bispo, é primeiro espaço da comunhão e da missão. Ela deve estimular e conduzir uma ação pastoral orgânica renovada e vigorosa, de maneira que variedade de carismas, ministérios, serviços e organizações se orientem no mesmo projeto missionário para comunicar vida no próprio território. Esse projeto, que surge de um caminho de variada participação, torna possível a pastoral orgânica, capaz de dar resposta aos novos desafios.



    PLANO DIOCESANO DA AÇÃO EVANGELIZADORA ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL 2009

    Objetivos da Ação Evangelizadora
    Geral:
    EVANGELIZAR a partir do encontro pessoal com Jesus Cristo, formando a pessoa, renovando a comunidade à luz do jeito antigo/novo de ser Igreja e transformando a sociedade, atentos à Palavra: "...tendo partido, pregaram por todas as partes" (Mc 16,20).

    Específicos:
    1. Aprimorar a articulação da Formação Cristã, tendo em vista uma melhor participação na vida comunitária.
    2. Fortalecer os Conselhos Pastorais visando a um maior compromisso com a missão, decorrência da vocação batismo-crismal.
    3. Assumir a construção de uma sociedade mais justa e fraterna a partir da experiência cristã, das ações e das pastorais sociais.

    Projetos Pastorais
    Âmbito da Pessoa

    Projeto 1 - Formação de leigos / Atividades
    Criar a Equipe Diocesana de Formação, composta de padres e leigos.
    Elaborar um subsídio bíblico-catequético para introduzir os iniciantes na reflexão teológica.
    Retomar a Iniciação Teológica nos Setores.

    Projeto 2 - pastoral orgânica / Atividades
    Encontro com as coordenações diocesanas de pastorais, movimentos e ministérios.
    Plano de formação específica dos membros das pastorais, movimentos e ministérios.
    Âmbito da Comunidade

    PROJETO 1 - ESTRUTURAS SINODAIS / Atividades
    Reunião Geral de Pastoral em dezembro.
    Acompanhamento das Pastorais e Movimentos com coordenações diocesanas e seus respectivos planos de ação.
    Manter a formação para o CPP através dos subsídios já elaborados pela Diocese.
    Subsídio sobre Assembleia Paroquial de Pastoral.
    Estabelecer temas e prioridades de interesses comuns, apontando rumos específicos para a evangelização.
    Realizar reflexões comuns com os agentes.

    PROJETO 2 - SETOR FAMÍLIAS / Atividades
    Semana da Família e Semana Nacional da Vida e do Nascituro.
    Realização do ECC em suas três etapas.
    Encontro para casais em segunda-união.
    Elaborar orientações para Encontros de Noivos.

    PROJETO 3 - SETOR JUVENTUDE / Atividades
    Reuniões do Setor Juventude.
    Encontros de Formação para assessores e coordenadores das juventudes.
    Dia Nacional da Juventude.
    Encontro Diocesano de Coordenadores de Grupos de Jovens. PROJETO 4 - GRUPOS DE REFLEXÃO / Atividades
    Formação das equipes de animadores nas paróquias.
    Reuniões da Coordenação Diocesana dos Grupos de Reflexão.
    Encontro Diocesano e Setorial com os animadores dos Grupos de Reflexão.

    PROJETO 5 - CATEQUESE / Atividades
    Divulgação e implantação do Diretório Diocesano da Catequese.
    Formação para novos coordenadores paroquiais.
    Projeto de Catequese com Adolescentes e com Adultos.
    Preparar catequistas e material para a Iniciação Cristã com adultos (valorização dos encontros para o batismo).

    PROJETO 6 - PASTORAL DA COMUNICAÇÃO / Atividades
    Dia Mundial das Comunicações Sociais.
    Reuniões da Equipe e do Conselho Editorial do Jornal.
    Encontro Diocesano para Secretárias(os).
    Encontro dos Comunicadores.
    Encontros Setoriais da PASCOM.

    PROJETO 7 - SERVIÇO DE ANIMAÇÃO LITÚRGICA / Atividades
    Reuniões do SAL.
    Subsídio diocesano para Formação Litúrgica nos Setores.
    Encontro Setorial e Diocesano dos MECEs.

    PROJETO 8 - EQUIPES DE ANIMAÇÃO DAS CAMPANHAS E AÇÕES PERIÓDICAS / Atividade
    Estudo do Manual de Animação de Campanhas

    PROJETO 9 - RELIGIOSOS / Atividades
    Encontros Diocesanos e Regionais com o Bispo e o Coordenador de Pastoral.
    Representação nos Conselhos.
    Âmbito da Sociedade

    PROJETO 1 - AÇÃO MISSIONÁRIA / Atividades
    Estudo e sensibilização nas estruturas participativas do aspecto missionário na vida da Igreja.
    Reflexão no Conselho de Presbíteros e Reunião do Clero.
    Conhecimento da realidade da Diocese de Bragança do Pará.

    PROJETO 2 - AÇÃO SOCIAL / Atividades
    Conhecer a atuação social da Igreja Diocesana.
    Elaborar subsídios, promover cursos, debates.
    Constituir núcleos de fé e política.

    A PARÓQUIA

    Origem da palavra
    I Carta de Pedro
    Paróikos - pessoas que não têm casa e vivem em região estrangeira

    Pedro apresenta uma proposta de comunidade solidária.

    Segundo o Documento de Aparecida (170), as paróquias "são chamadas a ser casas e escolas de comunhão. Lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo. Um dos maiores desejos que se tem expressado (...) é o de uma valente ação renovadora das paróquias, a fim de que sejam de verdade ‘espaços da iniciação cristã, da educação e celebração da fé, abertas à diversidade de carismas, serviços e ministérios, organizadas de modo comunitário e responsável, integradoras de movimentos de apostolados já existentes, atentas à diversidade cultural de seus habitantes, abertas aos projetos pastorais e supra-paroquiais e às realidades circundantes."


    O documento de Santo Domingo (SD 58-60) traz alguns conceitos muito ricos sobre a Paróquia:
    x A Paróquia é a comunidade de comunidades, pastorais e movimentos. E dá a razão: porque "acolhe as angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão, participação e missão". Portanto, a paróquia, além de ser comunidade de comunidades, está muito ligada à vida dos que vivem em seu território.
    x Paróquia não é apenas território. O documento diz: não é território, nem estrutura, nem edifício, mas é "a família de Deus, como uma fraternidade animada pelo Espírito de unidade". A paróquia deveria ser a família das famílias, a grande família. Ou ainda: uma fraternidade animada pelo Espírito de unidade, que gera unidade.
    x Paróquia: comunidade orgânica. Uma paróquia deveria ser uma realidade de entrosamento entre pároco e fiéis, entre pastorais e movimentos, entre programas e realizações. "A paróquia, comunhão orgânica e missionária, é assim uma rede de comunidades".

    PLANEJAMENTO PASTORAL

    Não há como fazer um bom processo pastoral sem três aspectos básicos:
    x Planejamento;
    x Coordenação;
    x Controle e Avaliação.
    Os objetivos gerais da diocese devem ser os mesmos da paróquia. Foram aprovados em assembleia diocesana, representam as prioridades da diocese; Os objetivos específicos é que mudam de acordo com a realidade da paróquia; O CPP é o lugar de comunhão, discussão dos rumos, afinação da "orquestra" paroquial.

    O trabalho de coordenação pastoral é feito pelos CPPs, CPS e CDP, pelas coordenações das pastorais específicas e dos movimentos (a nível paroquial, setorial e diocesano), juntamente com os padres e o bispo. Em cada conselho ou coordenação de alguma pastoral ou movimento, deve haver uma equipe de coordenação para encaminhar os trabalhos do Conselho, preparar as reuniões etc. Cada ação pastoral precisa ser acompanhada e avaliada.
    Planejamento é o processo de tomar decisões sobre o trabalho a ser feito.
    Plano é o registro das motivações e decisões tomadas para dar andamento ao trabalho.
    Cronograma é a lista de ações a serem realizadas.

      


    PROTAGONISMO LEIGO - Reflexões de Renold Blank
    A sociedade urbana se tornou o novo ambiente de vida para a maior parte de nosso povo. Todos vivem marcados pelo ritmo deste ambiente. Em uma sociedade altamante informatizada, a Igreja é desafiada por um leigo que não é mais leigo.
    De um lado, um ser humano secular. De outro, inseguro. O homem urbano é um “homem realizador”, cunhado pela pergunta sobre o útil.
    O mundo é regido por suas próprias leis.
    As pessoas se rebelam:
    - Greves trabalhistas
    - Insatisfação e violência no trabalho
    - Stress, depressão, neuroses
    - Cristãos frustrados buscam apoio nos êxtases mediúnicos
    - Viciados em drogas, álcool, sexos
    - Assaltos e violências

    Uma evangelização que não respeita nem promove a nova autonomia do homem urbano permanece dentro de parâmetros superados de um modelo rural.
    Uma pastoral urbana autêntica deve ensinar os homens a escolher.

    "Que todos os leigos sejam protagonistas da nova evangelização, da promoção humana e da cultura cristã. É necessária a constante promoção do laicato, livre de todo clericalismo e sem redução ao intra-eclesial." (Documento de Santo Domingo, n. 97)

    "Na medida dos conhecimentos, da competência e do prestígio que possuem, (os leigos) têm o direito, e em certos casos a obrigação, de manifestar seu parecer nas coisas que se relacionam com o bem da Igreja." (Lumen Gentium, n.37)

    Os leigos, "de acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam , têm o direito, e , às vezes, até o dever , de manifestar aos pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja." (Código de Direito Canônico, cân 22, § 3



    Apesar do novo enfoque, incentivado pelo Vaticano II, ainda é muito difícil superar o peso de uma tradição de séculos, em que o leigo só tinha o direito de obedecer.

    5 mudanças explícitas pedidas à Igreja:
    1. Igreja fraternal
    2. Igualdade para mulheres
    3. Escolha livre entre sacerdócio celibatário e não-celibatário
    4. Avaliação positiva da sexualidade
    5. Transmissão de Boa Nova em vez de mensagem de ameaças.